Primeiros textos em ambiente digital
Em 1993, Nicchio manteve uma coluna cultural na Tremonte BBS. O episódio pertence a uma fase em que escrita, curadoria cultural e ambientes digitais já se misturavam.
Metrópole — Rádio Nova Paulista FM
Entre 1994 e 1995, Marcelo Nicchio apresentou e fez a curadoria musical do programa Metrópole, na Rádio Nova Paulista FM 103,7, em São Paulo. O programa era exibido de segunda a sexta, das 20h às 22h, e permaneceu no ar por aproximadamente 18 a 19 meses.
Entre os convidados lembrados dessa fase estão integrantes de Raimundos, Velhas Virgens, 365, Violeta de Outono e Gueto. Sobrevive ao menos uma entrevista completa com as Velhas Virgens, gravada diretamente da transmissão e preservada em MP3, ainda aguardando publicação.
Programa "Homens na Cozinha"
Em 1998, Nicchio atuou na produção executiva do programa de televisão Homens na Cozinha, criado e apresentado por Fábio Ávila e exibido pela Band. Seu trabalho esteve concentrado em captação de recursos.
Há programas do projeto preservados no YouTube; eles serão incorporados aqui conforme a catalogação audiovisual avançar.
Captação para cinema
Por meio da Nicchio & Associados S/C Ltda., empresa familiar que operava projetos ligados a incentivos fiscais, Nicchio trabalhou como Produtor Cultural e colaborou com captação de recursos para projetos culturais e cinematográficos, incluindo Carandiru e Domésticas.
Folha de S.Paulo — “Órfãos do Rock”

Em 23 de abril de 2001, Marcelo Nicchio participou da matéria de capa do Folhateen, suplemento da Folha de S.Paulo, publicada após a morte de Joey Ramone. A chamada impressa foi “Órfãos do Rock”; a matéria interna, preservada no arquivo digital oficial da Folha, recebeu o título “Onde estão os ídolos?”.
A matéria registra suas falas sobre Joey Ramone, cultura punk, o princípio do “faça você mesmo”, mercado underground brasileiro e permanência do rock.
Coluna "Prateleira Cultural" - Revista Sinal Verde
Entre 2003 e 2006, Nicchio assinou regularmente a coluna Prateleira Cultural na revista Sinal Verde, além de publicar textos em outras seções. Este arquivo reúne 22 textos autorais preservados desse período.
Ler as 22 colunas na íntegra →
A curadoria e os textos cobriram Ramones, Kurt Cobain, Seu Jorge, banda 365, cinema brasileiro, televisão, literatura, rádio e espaços culturais, além de temas digitais como Skype e VoIP, Google Earth, RSS/XML, rádio via internet e Orkut.
A combinação de crítica cultural e cultura digital mostra como a tecnologia já fazia parte de sua pauta editorial antes da especialização profissional em Search.
O arquivo integral da Prateleira Cultural está preservado em uma página própria do HUB, reunindo 22 colunas e textos autorais publicados entre 2003 e 2006, com transcrições revisadas e as páginas digitalizadas da revista.
Meia-Noite e Uns
Meia-Noite e Uns foi um programa de televisão sobre literatura com linguagem pop, exibido pela RedeTV! e apresentado por Soninha Francine. Marcelo Nicchio assinou a Direção Artística e a Produção Executiva ao lado de Cristiano Gonçalves, pela Dreamsnetwork.tv.
Nicchio criou o conceito artístico e visual e a estrutura narrativa do programa. Paulão de Carvalho participou da redação e coapresentou o projeto a convite de Nicchio; a trilha foi escrita e produzida em parceria com Fábio Badi.

O título originalmente desejado era Meia-Noite e Um, ligado a um blog de mesmo nome e à ideia de iniciar o programa às 00:01. Como não era possível garantir o minuto exato na grade, o título passou a ser Meia-Noite e Uns.
Vinheta completa com os créditos de Direção Artística e Produção Executiva.
O Arquiteto da Apoteose
O Arquiteto da Apoteose é um documentário sobre a vida e obra do carnavalesco Sidnei França. O material foi filmado, mas o projeto não chegou à finalização e permanece em work in progress. Nicchio escreveu e dirigiu o documentário.
Há cenas de making-of ainda não publicadas. Uma futura publicação poderá documentar o processo sem apresentar o projeto como obra finalizada ou lançada.
Autópsia
Autópsia foi concebido e produzido durante a pandemia como um projeto audiovisual de documentário/entretenimento para streaming/pay-TV. Ambientado no Espaço Cultural Cemitério de Automóveis, em São Paulo, o formato foi desenhado para 10 episódios de uma hora, combinando debates com poesia, apresentações musicais e performances teatrais. O projeto chegou à filmagem e possui material gravado, mas não foi lançado publicamente.
Na ficha técnica da apresentação original, Marcelo Nicchio aparece em Ideia Original e Direção Artística e integra a Criação ao lado de Paulão de Carvalho, Julio Piconi e Eduardo Fabro. Julio Piconi assina a Direção Geral, Paulão de Carvalho a Direção de Conteúdo, Sidnei França a Direção de Arte e Eduardo Fabro a Direção Executiva.
A apresentação é anterior às filmagens e registra o conceito, referências, estrutura de episódios e propostas de elenco e convidados daquele estágio do projeto — algumas se concretizaram e outras não. O material filmado permanece no acervo e não é disponibilizado publicamente; o deck original preserva a identidade e a personalidade do projeto.
Temas preservados
Rock, artistas e memória cultural
Ramones, Kurt Cobain/Nirvana, Seu Jorge, banda 365, lounge e outros temas musicais.
Crítica cultural e mídia
Cidade de Deus, Matrix, Love Actually, televisão aberta e programas como Pânico na TV.
Tecnologia como cultura
Skype, VoIP, Google Earth, RSS, XML, Orkut, rádio online e mudanças na circulação de informação.
Espaços e produção cultural
Textos sobre galerias, literatura, comportamento e iniciativas culturais fora do formato estrito de resenha.
Assinaturas e identidade nominal
As páginas preservadas da Sinal Verde documentam diferentes formas de assinatura: Marcelo Nicchio, Marcelo Henrique Nicchio e Marcelo H. Nicchio. Algumas também o descrevem como “músico e produtor cultural”, criando uma ponte documental direta entre a carreira musical e a atividade editorial.
