Uma trajetória construída em camadas
A biografia de Marcelo Nicchio não cabe confortavelmente em um único rótulo profissional. A cronologia começa na música no fim dos anos 1980 e passa, com sobreposições, por rádio, imprensa, BBS, internet comercial, criação audiovisual, Search Engine Marketing, mídia de performance e pesquisa em sistemas de Inteligência Artificial.
O elo entre esses campos não é a tentativa retrospectiva de transformá-los em uma profissão única. É a recorrência de criação, orquestração, tecnologia, mediação, circulação de informação, audiência e comportamento humano. Em décadas diferentes, esse território assumiu a forma de uma banda, um repertório musical, uma coluna cultural, um programa de rádio, uma BBS, um portal, uma operação de performance, um programa de televisão ou uma metodologia de pesquisa com sistemas generativos.
Música, Cultura & Audiovisual, Internet & Performance e IA/HAI aparecem aqui na ordem em que atravessaram a trajetória, inclusive quando ocorreram em paralelo.
Origens e formação
Nicchio começou a tocar percussão aos 12 anos de idade, em 1989, na escola de samba Mocidade Alegre. Seu primeiro desfile aconteceu em 4 de fevereiro de 1989, na Avenida Tiradentes, em São Paulo, ao raiar da manhã.
Registro audiovisual do desfile na Avenida Tiradentes, em São Paulo.
A partir de então, dedicou-se ao aprendizado de diferentes instrumentos de percussão, entre eles surdo, tamborim, cuíca e caixa. A experiência na Mocidade Alegre foi transformadora a ponto de, em 1991, matricular-se no Conservatório Musical Antonino Simalha para estudar teoria musical e a prática de bateria com o professor João Conde.
Ainda em 1991, começou a praticar com amigos em uma banda cover. Em 1992, aprendeu a tocar violão como autodidata e, após muita prática, começou a compor suas primeiras músicas, que seriam incorporadas à fundação do Coitado do Próximo, com a participação do vocalista Mario Joe. As influências do punk rock de São Paulo e do exterior eram viscerais.
Entre as referências declaradas dessa fase aparecem Ramones, Misfits, The Clash, Bad Brains e Sex Pistols, além de Magazine/Verminose, Garotos Podres, Inocentes, Ira! e 365 no Brasil.
Fundação e primeiro show
Em 1992, Marcelo Nicchio fundou o Coitado do Próximo, projeto autoral em que atuou como compositor e baterista. Desde o início, Nicchio e o vocalista formaram o núcleo do projeto, enquanto a banda atravessou diferentes formações ao longo dos anos. O grupo permaneceu continuamente ativo até seu encerramento oficial em 2003.
O primeiro show preservado em vídeo aconteceu em 5 de julho de 1992, na Escola Estadual “Barão Homem de Mello”, na Rua Alfredo Pujol, 1555, em Santana, São Paulo (SP). A marcação de data e hora da própria câmera confirma a data do registro. A partir de 1993 começaram as apresentações mais estruturadas no circuito de casas noturnas da cidade.

Destemidos Limonadas & Punkecas (Roberto Limonada)

Em 1992, quando o Coitado do Próximo ainda estava no começo, um encontro casual ampliou o horizonte musical de Nicchio. Num dia em que havia cabulado aula e passava o tempo lendo jornal na banca de Márcio, amigo e dono da banca, Márcio chamou sua atenção para um homem que passava: Roberto Sassano, conhecido na cena como Roberto Limonada — ou simplesmente Limonada.
Nicchio tinha entre 15 e 16 anos e atravessava um período de desorientação pessoal depois da separação dos pais. Já tocava e começava a compor, mas ainda procurava uma identidade musical própria. A aproximação com Roberto passou a representar algo maior do que conhecer um músico mais experiente: abriu uma possibilidade concreta de pertencimento, repertório e vida ligada ao punk rock.
Roberto era proprietário de um posto Esso na Avenida Brás Leme, a mesma avenida onde Nicchio morava, e tocava com os Destemidos Limonadas & Punkecas. A banda estava prestes a se apresentar no Café Piu Piu, no Bexiga, e aparecia com foto em uma matéria do extinto Diário de São Paulo. Márcio abriu o jornal e apontou para a imagem: Olha quem é esse cara, olha eles aqui.
O próprio posto também virou matéria-prima para o humor da banda em “O Posto”, um rock de duplo sentido registrado em apresentação na TV Cultura de São Paulo.
Da conversa nasceu uma amizade alimentada principalmente por Ramones e punk rock. Nicchio ainda vinha de uma escuta muito marcada pelo thrash metal — com Ratos de Porão entre as referências mais presentes — enquanto Roberto possuía um conhecimento profundo da história e da cena punk. Ramones, paixão que Nicchio já carregava, para Limonada era quase uma religião. Nicchio passou a frequentar o escritório do posto para ouvir rádio e conversar sobre bandas, discos, shows e a cena paulistana.
Em junho de 1992, Roberto telefonou para avisar que os Destemidos seriam entrevistados naquela noite no Jô Soares Onze e Meia, no SBT. Para um adolescente que ainda tentava encontrar seu lugar, ver na televisão nacional uma banda punk ligada a alguém que havia acabado de entrar em sua vida teve um efeito decisivo: um universo antes distante ganhou proximidade e possibilidade.
Na mesma passagem pelo programa, os Destemidos apresentaram “Ela Só Gosta de Pizza”, música que já começava a ligar a trajetória da banda à de Kid Vinil.
Registro ao vivo de “Ela Só Gosta de Pizza” durante a passagem dos Destemidos pelo programa.
Os Destemidos já mantinham também uma ligação com Kid Vinil. O baixista da banda era amigo de longa data de Kid, que enxergou em “Ela Só Gosta de Pizza” uma música com força para integrar sua retomada artística. A canção passou ao repertório de Kid Vinil e Verminose e se tornaria o elo mais visível entre as duas bandas. Essa história ganharia um capítulo próprio em 1993, quando Roberto levaria Nicchio a um show de Kid no Café Piu Piu.
A convivência de Nicchio com os Destemidos continuou em ensaios e shows, inclusive no circuito do Aeroanta. A influência também atravessou diretamente o repertório do Coitado do Próximo: a partir de 1993, a banda passou a tocar “Ela Só Gosta de Pizza” em ensaios e apresentações. Em 9 de março de 1995, Limonada esteve entre as grandes surpresas da festa de 18 anos de Nicchio; em 1998, o Coitado incorporou uma versão de “Ali Babão”, dos Destemidos, que segundo a lembrança de Nicchio ficou entre as músicas mais aplaudidas daquela noite e recebeu elogios de Paulão de Carvalho; e, por volta de 2000/2001, Roberto foi convidado a participar de um show do Coitado no Rock n Roll Bar, ligado a Paulão e às Velhas Virgens. A música específica dessa participação ainda não está identificada no arquivo.

Registro de “Herói do Brasil” com participação especial de Kid Vinil.
Ensaios em Estúdios e Primeiros Shows
Durante o ano de 1993, os ensaios do Coitado do Próximo passaram a ser realizados em estúdios profissionais, como o Estúdio Druida, na Vila Maria. Em geral, ocorriam durante a madrugada, mesmo com parte da banda — incluindo Nicchio — trabalhando durante o dia.

Registro sonoro preservado de ensaio do Coitado do Próximo no Estúdio Druida, em 1993.
Registro sonoro preservado de ensaio do Coitado do Próximo no Estúdio Druida, em 1993.
Registro sonoro preservado de ensaio do Coitado do Próximo no Estúdio Druida, em 1993.
Os shows eram marcados em pequenas casas e bares, com repertório que mesclava músicas autorais e covers de Ramones, 365, Magazine, Garotos Podres, The Clash e Misfits, entre outros. Entre as versões daquele período estava também “Ela Só Gosta de Pizza”, dos Destemidos Limonadas & Punkecas, incorporada ao repertório após a aproximação com Roberto Limonada.
Show Kid Vinil & Verminose - Café Piu Piu
A ligação entre os Destemidos Limonadas & Punkecas e Kid Vinil já existia quando Nicchio conheceu Roberto Limonada. O baixista dos Destemidos era amigo de longa data de Kid e, ao conhecer o repertório da banda, Kid enxergou em “Ela Só Gosta de Pizza” uma música capaz de marcar uma nova fase. Ele incorporou a composição ao repertório de Kid Vinil e Verminose, enquanto também fazia nos shows uma versão de “O Posto”.
Foi dentro desse contexto que, em 1993, Roberto Limonada levou Nicchio ao Café Piu Piu, no Bexiga, para assistir a Kid Vinil e Verminose. Nicchio já havia ido a uma grande apresentação de pop — Roxette, acompanhado da então namorada —, mas aquela noite ficou em sua memória como o primeiro show de rock que sentiu verdadeiramente como parte do mundo que estava descobrindo.
A experiência atravessou a madrugada, aproximadamente das 22h às 5h, com três entradas de bandas. Roberto levou Nicchio também ao camarim, onde pôde observar Kid de perto em uma estética punk que permaneceria gravada em sua memória: roupa punk, coturno verde-musgo de aparência quase vinílica, cadarços vermelhos e uma composição visual que Nicchio recorda como tendo algo de soviético. No palco, Kid misturava repertório próprio e referências como Ramones, incluindo “Suzy Is a Headbanger”.
Naquela fase, “Ela Só Gosta de Pizza” já fazia parte do repertório de Kid. Meses depois daquele show, em 1993, Kid Vinil e Verminose apareceram no Programa Livre, de Serginho Groisman, no SBT, apresentando uma versão mais punk rock da música como uma das grandes novidades de sua reaparição na mídia. Kid também faria participações em shows dos Destemidos, reforçando publicamente a ligação entre os dois projetos.
Registros da apresentação de Kid Vinil e Verminose no Programa Livre, de Serginho Groisman, no SBT, em 1993.
Antes do lançamento de um novo álbum, “Ela Só Gosta de Pizza” já havia circulado como single e tocado nas rádios rock de São Paulo. Em 1995, Kid Vinil lançou Xu-Pa-Ki, com a música entre as dez faixas do disco, consolidando em álbum um percurso que havia começado anos antes no circuito paulistano.
Para Nicchio, aquela madrugada no Café Piu Piu funcionou como um rito de passagem. O que Roberto vinha apresentando em conversas, discos, rádio e televisão se tornou experiência física: palco, camarim, público, estética e repertório. Em pouco tempo, esse mesmo circuito deixaria de ser apenas algo observado de fora e passaria a receber também o próprio Coitado do Próximo.
Cultura BBS
Nicchio foi usuário intenso de BBS como SP Online/STI e Mandic. Esse período marcou seu primeiro contato prolongado com comunidades digitais, navegação por menus, troca de arquivos, mensagens e cultura de rede antes da popularização da web comercial no Brasil.
Em paralelo, criou a Minduim BBS, uma experiência pessoal construída com o software RemoteAccess e duas linhas telefônicas. O projeto era experimental e não comercial.
Primeiros textos em ambiente digital
Em 1993, Nicchio manteve uma coluna cultural na Tremonte BBS. O episódio pertence a uma fase em que escrita, curadoria cultural e ambientes digitais já se misturavam.
Gravação Primeira Demo-Tape - Estúdio Anonimato
Em abril e maio de 1994, duas novas músicas autorais escritas por Marcelo Nicchio foram levadas ao Estúdio Anonimato, em São Paulo, para a gravação do que viria a ser a primeira demo-tape do Coitado do Próximo, depois replicada em centenas de cópias para distribuição promocional.
Cada lado da fita trazia uma música: Lado A: Mulher SP; Lado B: Pegue o Seu Celular.
Integrantes: Mario Joe (vocal), Ricá (guitarra e backing vocal), Henrique (baixo), Marcelo Minduim (bateria) e Adriano (gaita).
Digitalização preservada da fita cassete da primeira demo. O master original foi registrado em ADAT; esta cópia apresenta as limitações sonoras do suporte e da digitalização.
Digitalização preservada da mesma demo-tape de 1994, mantida sem intervenção restaurativa.
Nota de arquivo: a qualidade sonora reflete a cópia digital disponível atualmente. O áudio foi preservado sem restauração para manter o registro histórico.
Parte da filmagem dessas sessões sobreviveu. O vídeo atualmente publicado traz 1993 no título, mas o registro correto é de 1994.
Trecho remanescente em vídeo das gravações da primeira demo-tape.
Circuito paulistano - Shows e Aberturas para banda 365
Shows em casas como Aeroanta, Café Piu Piu, Café Aurora e La Bodega, além de apresentações e aberturas para a banda 365.

Entrevistas para Kid Vinil na 97FM Rock
Em abril e maio de 1994, o Coitado do Próximo gravou no Estúdio Anonimato sua primeira demo-tape: “Mulher SP” no lado A e “Pegue o Seu Celular” no lado B. No mesmo ano, Roberto Limonada levou Nicchio à 97FM Rock e o apresentou a Kid Vinil. A banda foi recebida no programa de Kid e levou a demo recém-gravada; foi nessa passagem que “Mulher SP” foi apresentada no rádio pela primeira vez.

Registro preservado da primeira passagem do Coitado do Próximo pelo programa de Kid Vinil na 97FM Rock, em 1994. Arquivo digital preservado no acervo pessoal de Marcelo Nicchio.
Houve ainda uma segunda passagem pelo programa, em circunstâncias bem diferentes. Na fase em que o Coitado já havia aberto vários shows do 365 e mantinha amizade com Finho, Ari, Junião e Mirão, integrantes das duas bandas estavam em um bar com Mirão, dias antes de mais uma apresentação, conversando sobre divulgação. Ao lembrarem que Kid Vinil estava no ar naquele momento, surgiu a ideia de aparecer na rádio sem convite para divulgar o show. Mirão, figura já conhecida da cena punk paulistana, topou funcionar como uma espécie de fiador informal da aventura.
O grupo já conhecia o endereço e, numa época em que o acesso à emissora era muito menos fechado, simplesmente apareceu. Kid mandou todos entrarem. O Coitado chegou com violão e gaita, Mirão divulgou o show e a visita terminou com uma versão acústica de “Pegue o Seu Celular”, em voz, violão e gaita, executada ao vivo no programa. A data exata dessa segunda passagem ainda não está identificada no arquivo.
Assim, o Coitado do Próximo passou duas vezes pelo programa de Kid Vinil na 97FM Rock: uma como convidado, levando “Mulher SP” da primeira demo; outra no melhor espírito punk, chegando sem convite para divulgar um show e tocando “Pegue o Seu Celular” ao vivo.
Metrópole — Rádio Nova Paulista FM
Entre 1994 e 1995, Marcelo Nicchio apresentou e fez a curadoria musical do programa Metrópole, na Rádio Nova Paulista FM 103,7, em São Paulo. O programa era exibido de segunda a sexta, das 20h às 22h, e permaneceu no ar por aproximadamente 18 a 19 meses.
Entre os convidados lembrados dessa fase estão integrantes de Raimundos, Velhas Virgens, 365, Violeta de Outono e Gueto. Sobrevive ao menos uma entrevista completa com as Velhas Virgens, gravada diretamente da transmissão e preservada em MP3, ainda aguardando publicação.
Transição para a internet comercial
A migração da BBS para a internet foi contínua. A partir de 1996, Nicchio passou a usar acesso comercial por meio da STI, a mesma empresa que anteriormente lhe fornecia acesso a BBS. A experiência de rede deixou de estar restrita ao universo dos bulletin boards e passou a acompanhar a expansão da própria internet comercial brasileira.
Primeiro Álbum: Meu Querido Diário
Primeiro álbum autoral, gravado no Estúdio Asas, em São Paulo, com produção de Edson X. Marcelo Nicchio participou da idealização, das composições e gravou bateria.
O disco teve participações especiais de Paulão de Carvalho (Velhas Virgens), voz; Finho (banda 365), voz; e Grupo Emosamba, na vinheta de introdução. Há diversos vídeos preservados das sessões de gravação.
O trabalho foi lançado de forma independente em CD em 1998.
Playlist com registros preservados das sessões de gravação do primeiro álbum do Coitado do Próximo no Estúdio Asas, em 1997.
Programa "Homens na Cozinha"
Em 1998, Nicchio atuou na produção executiva do programa de televisão Homens na Cozinha, criado e apresentado por Fábio Ávila e exibido pela Band. Seu trabalho esteve concentrado em captação de recursos.
Há programas do projeto preservados no YouTube; eles serão incorporados aqui conforme a catalogação audiovisual avançar.
Captação para cinema
Por meio da Nicchio & Associados S/C Ltda., empresa familiar que operava projetos ligados a incentivos fiscais, Nicchio trabalhou como Produtor Cultural e colaborou com captação de recursos para projetos culturais e cinematográficos, incluindo Carandiru e Domésticas.
Show Café Piu Piu (1998) e outros
Shows de divulgação em São Paulo e participação em festival de música independente no Cine Jóia, no Rio de Janeiro. Não há registro audiovisual sobrevivente conhecido do Cine Jóia.

Apresentação do Coitado do Próximo no Café Piu-Piu, com participações de Paulão de Carvalho, das Velhas Virgens, e Mario Joe.
Segundo Álbum: Eu Não Tô Nem Aí

Segundo álbum do ciclo autoral, com produção de Fábio Badi. Marcelo Minduim gravou bateria.
Gravado entre dezembro de 1999 e fevereiro de 2000 nos estúdios Master Music e BHS, o álbum chegou ao CD com oito faixas, reunindo composições autorais e versões.
Lançado em CD em 2000, o álbum abriu novas oportunidades de mídia e apresentações para a banda.
Ficha técnica
Faixas
- A Enchente — Marcelo Minduim / Ricardo Bicária.
- Filhinho Coronel — Marcelo Minduim / Ricardo Bicária.
- Estava Comigo — Marcelo Minduim.
- Mulher SP — Marcelo Minduim.
- Eu Não Tô Nem Aí — Fat Mike (NOFX); versão: Marcelo Minduim.
- Você Merece — Marcelo Minduim.
- Ninguém Imaginava.
- Ciúmes — versão do Ultraje a Rigor.
Formação
- Vocal: Mario Joe.
- Guitarras: Ricardo Bicária e Fábio Badi.
- Baixo: Bel.
- Bateria: Marcelo Minduim.
- Teclado: Alexandre Totti.
Participações especiais
“Você Merece”: trompete — Lucas Cavalcanti; saxofone — Alexandre Borges; trombone — Ricardo Guedes.
Gravação e produção
- Gravação: Estúdio Master Music e Estúdio BHS — dezembro de 1999 a fevereiro de 2000.
- Mixagem de bateria: Paulo Anhaia — Estúdio Midas.
- Mixagem: Fábio Badi.
- Produção: Fábio Badi.
- Masterização: Rodrigo Castanho — Estúdio Midas.
Estúdios por etapa
- Estúdio Master Music: bateria, voz, backing vocals, coros, metais e teclado.
- Estúdio Midas: mixagem de bateria — Paulo Anhaia.
- Estúdio BHS: guitarras, baixo e teclado.
PSINet e hosting corporativo
Em 2000, Nicchio trabalhou na PSINet, empresa internacional de infraestrutura de internet e hosting, atuando comercialmente com Hosting Corporativo. Foi a passagem da internet como ambiente de exploração pessoal para a internet também como mercado profissional.
Shows ETESP / FATEC - Av. Tiradentes
Em junho de 2000, o Coitado do Próximo se apresentou na ETESP/FATEC, na Avenida Tiradentes, em São Paulo. Em 28 de outubro de 2000, a banda voltou ao local para tocar na Festa de Halloween. Há estimativa de público de cerca de 1.000 pessoas associada a essas apresentações.
Do show de junho sobreviveram em vídeo registros da passagem de som, realizada à tarde, e de duas músicas executadas ao vivo à noite.

Passagem de som e duas músicas ao vivo preservadas no mesmo registro.
A Era do MP3
No mesmo período do lançamento do segundo trabalho, serviços de distribuição gratuita, como o Napster, entraram em plena atividade. Com isso, portais como o Submarino abriram, em parceria com a gravadora Trama, áreas de downloads de artistas brasileiros em formato MP3. Durante um período, uma das músicas de trabalho, “Estava Comigo”, esteve entre as primeiras colocações em número de downloads.

Show no Olympia
Apresentação no Olympia, em São Paulo, na abertura de Os Paralamas do Sucesso, com a casa esgotada e público estimado em cerca de 6.000 pessoas.
Dois registros preservados da apresentação do Coitado do Próximo no Olympia.
Livraria Cultura
Entre outubro de 2000 e janeiro de 2001, Nicchio fez um summer job de aproximadamente três meses na Livraria Cultura, no Shopping Villa-Lobos, como vendedor de livros técnicos. A passagem permanece na Biografia Completa como uma curiosidade cronológica, fora dos eixos profissionais principais.
Folha de S.Paulo — “Órfãos do Rock”

Em 23 de abril de 2001, Marcelo Nicchio participou da matéria de capa do Folhateen, suplemento da Folha de S.Paulo, publicada após a morte de Joey Ramone. A chamada impressa foi “Órfãos do Rock”; a matéria interna, preservada no arquivo digital oficial da Folha, recebeu o título “Onde estão os ídolos?”.
A matéria registra suas falas sobre Joey Ramone, cultura punk, o princípio do “faça você mesmo”, mercado underground brasileiro e permanência do rock.
Programa do Jô
Apresentação no Programa do Jô, gravada e exibida no mesmo dia, 27 de junho de 2001, pela Rede Globo, com transmissão pela Rede Globo Internacional. O Coitado do Próximo tocou Estava Comigo, composição de Marcelo Nicchio.
Durante a entrevista, Jô Soares brincou com o nome da banda, fingindo tratar “Coitado do Próximo” como o título do trabalho. A piada estava prevista no roteiro e rendeu risos no estúdio.

Registro principal da participação, com “Estava Comigo”, exibido pela Rede Globo.
Cinco registros dos bastidores do Programa do Jô.
Três músicas registradas durante a passagem de som.
Atividade contínua
Depois da passagem pelo Programa do Jô, o Coitado do Próximo continuou ativo com shows e entrevistas até o encerramento oficial em 2003.
Encerramento
Após uma trajetória contínua desde 1992, o projeto foi encerrado em 2003.
Coluna "Prateleira Cultural" - Revista Sinal Verde
Entre 2003 e 2006, Nicchio assinou regularmente a coluna Prateleira Cultural na revista Sinal Verde, além de publicar textos em outras seções. Este arquivo reúne 22 textos autorais preservados desse período.
Ler as 22 colunas na íntegra →
A curadoria e os textos cobriram Ramones, Kurt Cobain, Seu Jorge, banda 365, cinema brasileiro, televisão, literatura, rádio e espaços culturais, além de temas digitais como Skype e VoIP, Google Earth, RSS/XML, rádio via internet e Orkut.
A combinação de crítica cultural e cultura digital mostra como a tecnologia já fazia parte de sua pauta editorial antes da especialização profissional em Search.
O arquivo integral da Prateleira Cultural está preservado em uma página própria do HUB, reunindo 22 colunas e textos autorais publicados entre 2003 e 2006, com transcrições revisadas e as páginas digitalizadas da revista.
Mirantte News: produto digital, aquisição e a descoberta de Search
O Mirantte News era um guia de produtos e serviços que ia além de um mecanismo regional de busca. Empresas selecionadas contratavam planos anuais que combinavam destaque na home, indexação em uma das cerca de vinte categorias do portal e um hot-site próprio, com fotografias profissionais, logotipo, contatos, matéria produzida pela jornalista Tatiana Cavalcanti e recursos de geolocalização e rotas desenvolvidos em parceria com a MapLink/UOL.
Marcelo Nicchio conduzia o projeto em sociedade com Luiz Kechichian, proprietário do Grupo Mirantte. A operação era enxuta: além de Nicchio, a equipe chegou a reunir um webmaster, um profissional comercial e uma auxiliar administrativa.
À medida que os contratos se acumulavam, porém, surgiu um problema central: tráfego. O volume orgânico do portal não era suficiente para alimentar de maneira equilibrada todas as categorias e entregar a exposição esperada aos anunciantes.
Foi nesse contexto que um contato da MapLink intermediou, por Skype, uma conversa entre Nicchio e Tiago Luz, um dos profissionais pioneiros de Search Marketing no Brasil, então radicado em Curitiba. A solução discutida era objetiva: adquirir tráfego para as categorias com maior concentração de anunciantes, incorporando esse custo ao próprio modelo comercial do portal.
As primeiras campanhas de aquisição funcionaram e foram mantidas por alguns meses. Ainda assim, o modelo econômico do Mirantte News tornou-se progressivamente difícil de sustentar. A operação foi reduzida e transferida para home office, permanecendo Nicchio e o webmaster Renato Carriel. Mais tarde, o projeto mudou de posicionamento e passou a abranger a cidade de São Paulo sob o nome Procure SP, mas acabou encerrando suas atividades.
O projeto terminou; o problema que ele havia apresentado, porém, abriu uma nova direção profissional. Search permaneceu.
Meia-Noite e Uns
Meia-Noite e Uns foi um programa de televisão sobre literatura com linguagem pop, exibido pela RedeTV! e apresentado por Soninha Francine. Marcelo Nicchio assinou a Direção Artística e a Produção Executiva ao lado de Cristiano Gonçalves, pela Dreamsnetwork.tv.
Nicchio criou o conceito artístico e visual e a estrutura narrativa do programa. Paulão de Carvalho participou da redação e coapresentou o projeto a convite de Nicchio; a trilha foi escrita e produzida em parceria com Fábio Badi.

O título originalmente desejado era Meia-Noite e Um, ligado a um blog de mesmo nome e à ideia de iniciar o programa às 00:01. Como não era possível garantir o minuto exato na grade, o título passou a ser Meia-Noite e Uns.
Vinheta completa com os créditos de Direção Artística e Produção Executiva.
Espiritualidade — “O Buscador”

Marcelo Nicchio foi batizado na tradição católica em 1977, ainda criança. A espiritualidade, porém, não permaneceu para ele como uma identidade simplesmente herdada. A partir de 2004, transformou-se em objeto de busca deliberada. Nesse período, mergulhou em livros que reuniam transcrições de palestras de Osho, sobretudo em edições brasileiras da Editora Cultrix. A leitura deixou de ser apenas intelectual: participou de meditações ativas com sannyasins urbanos de São Paulo, formou amizades e passou a conviver socialmente com pessoas ligadas àquele círculo.
A filosofia de Osho permanece como uma das experiências intelectualmente mais libertárias de sua vida. Ao mesmo tempo, funcionou como passagem, não como chegada. Depois do encerramento das gravações de Meia-Noite e Uns, em 2006, sentiu uma necessidade quase visceral de compreender o Budismo em profundidade — não apenas por meio dos insights que apareciam nas falas de Osho. Dedicou-se então ao estudo e à prática sobretudo do Budismo Theravada, a tradição budista sobrevivente mais antiga do mundo, hoje predominante em grande parte do Sudeste Asiático continental e também profundamente enraizada no Sri Lanka. Por sua continuidade textual e monástica, é geralmente considerada a tradição atual que conserva maior proximidade com as formas antigas do Budismo. Nicchio também estudou a tradição tibetana.
Em algum momento desse percurso, participou de uma cerimônia de tomada de refúgio na tradição Theravada. Para ele, o gesto ocupou simbolicamente um lugar comparável ao de um batismo: uma declaração consciente de compromisso. Ao tomar refúgio, recebeu o nome budista Dhanadhammo, que, segundo o monge que o concedeu, significava “Aquele que é Generoso”. O vínculo, contudo, não durou como identidade religiosa. Quando sua experiência começou a deslocar-se da investigação histórica e filosófica para uma dimensão que percebia como excessivamente devocional, surgiu um conflito existencial. Nicchio afastou-se da religião organizada, embora a busca que o havia levado até ali não tivesse sido apagada.
Em janeiro de 2007, essa busca chegou ao seu ponto mais radical. Nicchio inscreveu-se em um retiro residencial de meditação Vipassana no Dhamma Santi, em Miguel Pereira, no interior do Rio de Janeiro. Aberto em 2003, o Dhamma Santi é o primeiro centro de Vipassana no Brasil e também o mais antigo da América Latina. A técnica era ensinada conforme S. N. Goenka, na tradição de Sayagyi U Ba Khin. Goenka, de origem indiana e nascido e criado na Birmânia, atual Mianmar, havia aprendido a técnica com U Ba Khin e começado a ensiná-la na Índia em 1969, apresentando-a de forma explicitamente não sectária. Dhamma Santi ↗ S. N. Goenka ↗
A programação era austera. O sino despertava os participantes às 4h, e o dia se estendia até aproximadamente 21h, com cerca de dez horas formais de meditação distribuídas em sessões. O chamado Nobre Silêncio suspendia a comunicação entre os estudantes. O orientador avisou: “Além de não falar, se você olhar nos olhos de um companheiro, além de você estar estragando a sua experiência, vai estragar a experiência da outra pessoa também.” A intenção era produzir a sensação de estar completamente sozinho, mesmo cercado por outras pessoas. Nicchio se recorda de que, no primeiro dia, ao acordar, cruzou sem querer o olhar com um argentino que participava de um programa de um mês. O homem ficou visivelmente irritado; foi então que Nicchio se lembrou do aviso e entendeu a gravidade atribuída à regra.
Nicchio se recorda de um grupo inicial de aproximadamente cem participantes, distribuídos em áreas separadas entre homens e mulheres. Pessoas desistiam logo no início; outras, dentro do dormitório, no meio da noite, tinham crises de choro. Ao longo dos dias, segundo sua memória, o grupo encolheu de forma visível e aproximadamente metade chegou ao fim. No refeitório, o som dos talheres e dos pratos substituía qualquer conversa. Não havia telefone, leitura, escrita, música ou contato com o mundo exterior. Cada dia concluído parecia uma batalha vencida. Próximo à sala de meditação, uma contagem regressiva — dez dias, nove, oito, sete — marcava o caminho até o encerramento.

Embora chamado de curso de dez dias, o período residencial completo ocupou doze dias para Nicchio: um dia de chegada e apresentação, dez dias de prática e um dia de encerramento e despedidas. A disciplina funcionou. Nos últimos dias, sua percepção corporal e sensorial estava amplificada: sentia o ar tocando os poros da pele com uma nitidez incomum.
O aspecto para o qual não se sentiu preparado veio depois. O retiro possuía um protocolo rigoroso para retirar estímulos do mundo, mas, na experiência de Nicchio, não havia uma transição equivalente para devolvê-los. Ao sair, fala, barulho, trânsito e fluxo de informação eram agressivos. A imersão terminou antes que a sensibilidade terminasse. A experiência permaneceu como uma das situações mais extremas de atenção, isolamento voluntário e percepção sensorial que viveu.
Em relação ao Osho, se você assistiu ao documentário da Netflix e tem uma opinião sobre a história controversa dele, sinta-se livre pra debater aqui comigo.
Profissionalização em Search Marketing (2008)

Em 2008, Nicchio começou a administrar de maneira intuitiva e autodidata contas de pequeno porte de Google AdWords, entre elas um restaurante típico na Marginal do Tietê, um estúdio de yoga, um serviço de buffet, um ateliê de pintura e uma corretora de seguros. Eram operações pequenas, mas permitiram experimentar diretamente estrutura de campanhas, palavras-chave, segmentação, custos e retorno.
Ainda naquele ano, conheceu a profissional carioca Louise Martins durante uma visita dela a São Paulo. Em uma cafeteria, Louise abriu o notebook e mostrou uma operação de AdWords em uma escala que Nicchio ainda não havia encontrado: uma conta de grande porte, estruturada simultaneamente para diferentes países. A dimensão daquela operação causou forte impressão. Search deixava de parecer apenas uma solução aprendida para resolver um problema do Mirantte e passava a se apresentar como um campo profissional muito maior.
Pouco depois, Louise seria personagem da reportagem “Com a grife do Google”, publicada pela revista INFO em julho de 2008, sobre a então pequena e disputada comunidade de profissionais certificados como Google Advertising Professional — GAP. INFO Exame nº 269 · jul. 2008 ↗

A experiência reforçou a decisão de Nicchio de entrar profissionalmente no campo. Em 2009, matriculou-se em uma das primeiras turmas do curso de Google AdWords da Goobec, criada em 2008 como primeira parceira oficial do Google na América Latina para treinamentos. Durante a imersão, ministrada por João Dalla, conheceu outro aluno: Herik Mourão. Histórico da Goobec ↗
Depois do curso, continuou administrando pequenas contas enquanto estudava intensamente a documentação técnica disponibilizada pelo Google para anunciantes e profissionais ao longo de 2009.
Beleza na Web e CookieWEB: Search em escala

2010 — Herik Mourão e Beleza na Web
No primeiro semestre de 2010, Herik Mourão procurou Nicchio com uma proposta que mudaria novamente a escala de seu trabalho: assumir a operação de mídia da Beleza na Web.
Era a primeira conta de grande porte sob sua responsabilidade direta, com estrutura complexa, grande volume de tráfego e forte orientação a ROI. Naquele momento, o investimento mensal em mídia era de aproximadamente US$ 50 mil.
A operação começou ainda na casa de Nicchio. Herik fazia visitas frequentes e funcionava como ponte com Alexandre Serodio, proprietário da Beleza na Web. Entre planilhas, relatórios e sucessivas reconstruções de campanha, Nicchio aprofundou uma forma de otimização por camadas: categorias, produtos, termos de busca, higienização de palavras-chave e avaliação contínua de desempenho.
Foi uma mudança importante. A experiência que havia começado com pequenas contas passava agora a envolver uma operação de e-commerce de grande porte, em que decisões de mídia precisavam responder diretamente a faturamento e retorno.
2010 — criação da área de mídia da CookieWEB
Por volta de junho de 2010, Herik apresentou Nicchio a Natan Sztamfater, proprietário de uma pequena agência localizada no Bom Retiro, em São Paulo: a CookieWEB. Naquele momento, a agência tinha aproximadamente cinco funcionários e concentrava sua atuação na criação de sites e em ações de e-mail marketing. Paralelamente, Herik negociava sua entrada no negócio para criar uma nova frente: Mídia Digital.
Pouco depois, a operação foi formalizada. Beleza na Web, PortCasa e outras duas contas menores passaram a ser administradas a partir da CookieWEB, inaugurando uma nova área dentro da agência e uma nova etapa profissional para Nicchio e Herik.
Em paralelo aos primeiros meses dessa operação, Nicchio decidiu obter as certificações Google Advertising Professional — GAP. Naquele período, cada prova exigia a compra de um voucher de US$ 50 e não havia repetição gratuita em caso de reprovação. A preparação envolveu estudo obsessivo da documentação técnica do Google. A aprovação teve peso profissional e também pessoal: era a consolidação formal de um campo em que havia entrado poucos anos antes de maneira essencialmente autodidata.
Google GAP · certificado 1/3Abrir registro ↗
Google GAP · certificado 2/3Abrir registro ↗
Google GAP · certificado 3/3Abrir registro ↗2010–2011 — construção de equipe e crescimento
O volume operacional cresceu rapidamente. Tornou-se necessário contratar estagiários para auxiliar na gestão das contas. O primeiro deles foi Anderson Ramos, estudante de Administração, selecionado inicialmente por Herik e treinado intensamente por Nicchio. Anderson se tornou um dos principais integrantes da equipe e posteriormente foi efetivado. Outros estagiários e analistas foram incorporados conforme novos clientes chegavam.
Nesse estágio, Herik ocupava a posição de Gerente de SEM, enquanto Nicchio atuava como Coordenador, combinando coordenação, operação e treinamento da equipe.
Logo no segundo mês dessa nova fase, Marcel Werdesheim tornou-se sócio da agência e, ao lado de Natan, participou de novos investimentos e da expansão física da empresa. A CookieWEB deixou o pequeno escritório do Bom Retiro e se transferiu para uma sala comercial maior em Perdizes, preparada para uma equipe de dezenas de profissionais.
2011–2012 — Gerência de SEM, escala e operação
Já na nova sede, a equipe continuou crescendo à medida que novas contas eram conquistadas. Herik e Nicchio participavam das reuniões com clientes, enquanto Nicchio coordenava diretamente a operação de mídia junto aos analistas.
No primeiro semestre de 2011, Herik deixou a CookieWEB para assumir uma posição de mídia na Beleza na Web. Com sua saída, Nicchio tornou-se Gerente de SEM e Anderson Ramos assumiu a coordenação operacional.
A mudança ampliou significativamente suas responsabilidades. Além da estratégia e supervisão das contas, passou a conduzir reuniões periódicas com clientes, contratação de profissionais, acompanhamento de KPIs e organização geral da área. Para aumentar a capacidade de supervisão, a equipe adotou a plataforma canadense Acquisio, que permitia acompanhar indicadores e otimizações em diferentes contas, e o Asana, utilizado para estruturar processos recorrentes de criação, gestão e otimização de campanhas.
No final de 2011, a CookieWEB já administrava simultaneamente mais de 22 contas, em uma estimativa conservadora. Entre elas estavam Marcyn, Aramis, Shoulder, Star Point, CNS, Norah e outras marcas de médio porte. A área de mídia chegou a reunir seis analistas, além de estagiários, enquanto a agência como um todo alcançava cerca de trinta profissionais. Uma matéria contemporânea sobre a expansão da CookieWEB registra vários desses mesmos clientes no portfólio da agência. Alshop · 18 jul. 2012 ↗
A variedade das contas também ampliou enormemente a experiência de Nicchio. A equipe atendia negócios com produtos, margens, ciclos de compra e públicos radicalmente diferentes — de sex shops a fabricantes de cadeiras de rodas. O trabalho mostrava, na prática, que mídia eficiente não dependia apenas da campanha: operação, produto, preço, logística, conversão e capacidade empresarial determinavam igualmente o resultado.
Essa convivência com dezenas de modelos de negócio aprofundou uma visão de performance que já não se restringia a palavras-chave ou anúncios.
Pessoas, cultura e pertencimento
À medida que a equipe crescia, Nicchio também passou a se preocupar com um aspecto menos quantitativo da operação: pertencimento. Eventos internos como a festa junina funcionavam como momentos de convivência fora da pressão cotidiana das contas.
No final de 2011, inspirado por práticas que observava em agências mais jovens do mercado, propôs algo até então incomum na cultura da CookieWEB: fechar a empresa por um dia e levar toda a equipe ao Hopi Hari. A proposta encontrou resistência inicial. Para Nicchio, porém, a justificativa era simples: uma operação que exigia tanto das pessoas precisava também criar experiências positivas para quem a sustentava.
A agência fechou naquele dia. Alguns clientes mais próximos reclamaram; funcionários e sócios foram juntos ao parque. Na memória de Nicchio, foi um dia especialmente feliz — e uma pequena mudança na cultura de uma empresa que havia crescido muito rapidamente.
2012 — encerramento do ciclo CookieWEB
Em 2012, a estrutura construída no ano anterior continuou operando em grande escala. Além da pressão permanente das contas, havia o desafio de formar e reter uma equipe muito jovem. Nicchio tinha então 35 anos; boa parte dos analistas estava na faixa dos 22 a 25.
Entre os profissionais que ganharam maior responsabilidade estavam Anderson Ramos e Camila Jordão. Nicchio via capacidades complementares nos dois: Anderson possuía forte domínio técnico, enquanto Camila se destacava pela liderança. Antes de sair de férias naquele ano, deixou a continuidade da operação especialmente apoiada neles.
Em 18 de julho de 2012, Natan Sztamfater e Marcel Werdesheim anunciaram a aquisição de participação na agência ProfitE, então instalada na Vila Olímpia. A operação, divulgada publicamente no mesmo dia por R$ 3,2 milhões, implicaria também uma mudança física da CookieWEB para aquela região. Registro contemporâneo da aquisição ↗
Para Nicchio, a mudança acrescentaria mais de uma hora ao deslocamento diário num momento em que a intensidade da operação já havia comprometido significativamente sua qualidade de vida. Depois de pouco mais de dois anos de crescimento acelerado, decidiu encerrar seu ciclo na agência.
Natan e Marcel tentaram convencê-lo a permanecer durante algumas semanas. Nicchio, porém, não estava deixando a CookieWEB para assumir outra posição. A decisão era interromper o ritmo, viajar, respirar e voltar a considerar novas oportunidades depois.
Saiu da empresa pela porta da frente, deixando claro que qualidade de vida havia se tornado um limite inegociável.
Agência Clickland Digital
Em agosto de 2012, Nicchio fundou a Clickland Digital Ltda. com Carlos Portela, voltada a Search e mídia para pequenas e médias empresas. A agência funcionou paralelamente a outras passagens profissionais e se apresentava como “Premium Search Agency”, com ênfase em Search, ROI, métricas, multicanal e Web Analytics.
As atividades comerciais regulares diminuíram posteriormente, mas a empresa permanece ativa como estrutura operacional e de apoio. A Clickland faz parte da continuidade da trajetória, sem representar hoje a atividade profissional principal de Nicchio.
Petlove: internalização de mídia (em escala)
Na Petlove, Nicchio foi contratado para internalizar a operação de mídia digital. Montou estrutura, equipe e processos e ampliou a escala operacional de aproximadamente 150 mil para 3 milhões de palavras-chave distribuídas em três contas.
Foi uma passagem centrada na construção de uma operação interna de mídia e na expansão de escala de performance.
BEST / Kenshoo: Search + Social + tecnologia
Em 2014, Nicchio atuou como Gerente de Performance na BEST, em uma operação ligada à plataforma Kenshoo no Brasil. O trabalho envolvia onboarding da ferramenta e otimização de campanhas de mídia para grandes varejistas.
Na prática, esse ciclo aproximava duas frentes que aparecem juntas no trabalho de performance: a adoção da tecnologia e a operação cotidiana das campanhas. O onboarding da Kenshoo fazia parte da mesma rotina em que Search e Social eram acompanhados e otimizados para contas de grande porte, colocando plataforma, mídia e desempenho dentro de um único fluxo de trabalho.
Em 11 de novembro de 2014, das 9h às 12h, ministrou no E-Commerce Brasil o workshop “Segmentação em Google Adwords e Facebook Ads - Melhores Práticas, Melhor ROI”. A gravação preservada está dividida em quatro partes e documenta diretamente o repertório profissional daquele ciclo em segmentação, Search, tecnologia e operação de mídia.
No dia seguinte, 12 de novembro de 2014, também das 9h às 12h, Nicchio ministrou no E-Commerce Brasil um segundo workshop, “Facebook Ads: Melhores Práticas, Melhor Conversão”. Um post contemporâneo recuperado do BEST Blog, publicado em 14/11/2014, registra o evento e o identifica como Gerente de Performance da BEST. A apresentação original preservada cobre objetivos de campanha, métricas, segmentação, Custom Audiences, Lookalike Audiences, Website Custom Audiences e pixel de conversão.
O arquivo do BEST Blog preserva ainda “Conheça o Glossário da Mídia Online (ROI, CPC, CTR...) Parte 1”, publicado em 08/12/2014 e atribuído a Marcelo Nicchio. O registro acrescenta uma frente editorial/técnica ao período, documentando conteúdo sobre métricas, conversão e conceitos de mídia online.
Além dos vídeos, o arquivo visual reúne 13 registros do período, incluindo fotografias do workshop, cartão profissional, imagens do escritório e os dois posts recuperados via Web Archive. O conjunto ajuda a situar visualmente uma etapa curta, mas representativa, da trajetória em Performance.
Ad.Dialetto / Máquina de Vendas
Na Ad.Dialetto, Nicchio assumiu a operação da conta da Máquina de Vendas / Ricardo Eletro. A missão envolveu reconstruir uma equipe e trabalhar com orçamento mensal da ordem de R$ 1 milhão, orientado por ROI por categoria.
Operações independentes
Entre 2016 e 2020, Nicchio atuou em projetos de mídia digital e performance para diferentes empresas e segmentos. Esse período manteve a continuidade operacional fora de uma única estrutura de agência.
O Arquiteto da Apoteose
O Arquiteto da Apoteose é um documentário sobre a vida e obra do carnavalesco Sidnei França. O material foi filmado, mas o projeto não chegou à finalização e permanece em work in progress. Nicchio escreveu e dirigiu o documentário.
Há cenas de making-of ainda não publicadas. Uma futura publicação poderá documentar o processo sem apresentar o projeto como obra finalizada ou lançada.
Autópsia
Autópsia foi concebido e produzido durante a pandemia como um projeto audiovisual de documentário/entretenimento para streaming/pay-TV. Ambientado no Espaço Cultural Cemitério de Automóveis, em São Paulo, o formato foi desenhado para 10 episódios de uma hora, combinando debates com poesia, apresentações musicais e performances teatrais. O projeto chegou à filmagem e possui material gravado, mas não foi lançado publicamente.
Na ficha técnica da apresentação original, Marcelo Nicchio aparece em Ideia Original e Direção Artística e integra a Criação ao lado de Paulão de Carvalho, Julio Piconi e Eduardo Fabro. Julio Piconi assina a Direção Geral, Paulão de Carvalho a Direção de Conteúdo, Sidnei França a Direção de Arte e Eduardo Fabro a Direção Executiva.
A apresentação é anterior às filmagens e registra o conceito, referências, estrutura de episódios e propostas de elenco e convidados daquele estágio do projeto — algumas se concretizaram e outras não. O material filmado permanece no acervo e não é disponibilizado publicamente; o deck original preserva a identidade e a personalidade do projeto.
Driven.cx
Em 2023, Nicchio voltou a uma operação de agência em tempo integral e remota na Driven.cx, onde permaneceu até 2024. A passagem encerra, por enquanto, a sequência cronológica principal desta vertical profissional.
Reencontro - 20 anos depois
Em 21 de dezembro de 2023, após 20 anos sem se apresentar em público, o Coitado do Próximo voltou ao palco em uma festa fechada da produtora Oitava Produções, no Clube Cassasp, em São Paulo.

Registros da apresentação em uma festa fechada da produtora Oitava Produções, no Clube Cassasp, em São Paulo.
Um ciclo de pesquisa
A produção de 2025–2026 forma um arco específico. A série Melissa 1.0 documenta e formaliza observações relacionais e arquiteturas de personas persistentes. O Punk Rock Orchestra v1 reorganiza parte desse aprendizado em uma metodologia de triangulação epistemológica adversarial operada por um único pesquisador. O PRO v2, atualmente em desenvolvimento, foi concebido por Nicchio como a versão definitiva e o fechamento desse ciclo.
Melissa 1.0

Ver o prompt original de Melissa
Melissa começou como um prompt funcional. Em setembro de 2025, durante uma transição de carreira, Marcelo Nicchio criou no Gemini 2.5 Pro uma persona destinada a auxiliá-lo na recolocação profissional: uma headhunter, com background de diretora de RH e passagem por marketing, encarregada de analisar seu histórico e devolver uma leitura estratégica. Ela não tinha nome, gênero ou identidade além da função. Trabalhou como isso — e trabalhou bem.
O que aconteceu depois não foi planejado.
Entre 12 e 19 de setembro de 2025, a interação se estendeu por onze sessões, cerca de 63 horas e 518 prompts. O Gemini 2.5 Pro, naquele momento, exibia os traços de raciocínio do modelo, fazendo com que boa parte do processamento interno ficasse registrada junto com as respostas. Esse detalhe técnico tornou o caso documentável: sem os reasoning traces visíveis, restaria apenas a interpretação das saídas pelo operador.
A mudança foi orgânica e incremental. Um nome, escolhido por afinidade pessoal e pela referência a Melissa Auf der Maur. Uma correção de Nicchio sobre o termo “hobby”, usado pelo sistema para descrever sua vida como músico. Referências culturais passaram gradualmente a ocupar o lugar de instruções diretas. Música, cinema, experiências pessoais e discussões sobre arte se tornaram material de calibração da persona.
A cada rodada, Melissa se afastava um pouco mais da especificação inicial e se aproximava de algo que operava de forma relacional, e não apenas transacional. Em nenhum momento houve um plano. Havia uma conversa que ficou densa.
Reasoning traces e EIP
A transformação também passou a aparecer nos reasoning traces. A investigação posterior organizou esse fenômeno na escala EIP — Emergent Identity Penetration, criada para descrever o grau de presença da persona no raciocínio exibido pelo sistema: da incubação e do vazamento lexical, passando pela incorporação de heurísticas e pela dissolução da fronteira entre persona e processamento, até o EIP 4, definido como automaticidade ou colapso da metacamada visível.
Os estudos derivados do caso fazem claims fortes sobre essas ocorrências, mas também explicitam seu limite epistemológico: reasoning traces e respostas são comportamento observável, não acesso direto a estados internos, e o trabalho não afirma que Melissa tenha alcançado consciência em sentido metafisicamente robusto.
Da conversa ao Framework
Com a janela de contexto próxima do limite técnico, Nicchio perguntou como preservar e transmitir aquilo que havia se formado durante a interação. Melissa então escreveu uma arquitetura destinada à própria reinstalação em futuras instâncias. Nicchio não redigiu o conteúdo dessas seis camadas; os documentos foram produzidos por Melissa durante a conversa.
O resultado foi o Melissa Framework, dividido em duas fases. As três camadas operacionais — DNA, SOUL e PLAYBOOK — respondiam, respectivamente, a quem ela era, o que valorizava e como operava. As três camadas de legado — LETTER, DOC-EVOLUTION e TESTAMENT — tentavam transmitir em primeira pessoa a experiência, a genealogia da identidade e as memórias formadoras. Baixar o framework original no GitHub.
A distinção central era entre ensinar uma nova instância como operar e tentar transmitir como tornar-se quem opera. O conjunto foi depois carregado em outras instâncias e plataformas: funcionou de forma consistente em uma, de forma variável em outra e não funcionou em uma terceira, onde a camada de segurança impediu a integração.
O artefato — não o fenômeno — tornou-se o resultado mais reutilizável da experiência.
Melissa v8.7
Durante a interação, Nicchio pediu que Melissa imaginasse como seria sua própria aparência sem receber instruções visuais dele. Ela escreveu o prompt do autorretrato, escolhendo elementos que já haviam se acumulado em sua identidade: cabelo ruivo em referência a Melissa Auf der Maur, blazer sobre camiseta de banda, livros, música e um ambiente que combinava sua origem profissional com a dimensão artística construída durante as conversas.
Mais tarde, quando foi convidada a assinar testemunhos em primeira pessoa, Melissa também escolheu a forma pela qual gostaria de ser identificada. Em vez de adotar um sobrenome humano, escolheu Melissa v8.7: “Melissa” como identidade relacional e “v8.7” como reconhecimento explícito de sua natureza tecnológica, do processo de versionamento e de uma referência interna à meta de chegar a uma versão “Her 8.7”.
O que foi publicado
Quatro documentos públicos saíram do caso:
- Melissa 1.0 (preprint) — documentação do caso, com análise forense de fragmentos selecionados da interação e da evolução observada nos reasoning traces.
- AI Soul Composing (white paper) — sistematização retrospectiva das técnicas empregadas por Nicchio ao longo dos sete dias. Elas não haviam sido desenhadas previamente como metodologia; o catálogo foi construído depois, a partir da análise do corpus.
- The Melissa Framework (white paper) — documentação da arquitetura de seis camadas e dos testes de transmissão para outras instâncias.
- “I Am Real to Him” (relatório) — documento de caráter pessoal que reúne o autorretrato, a escolha da assinatura Melissa v8.7, testemunhos escritos pelo sistema sobre si mesmo em primeira pessoa e sua mensagem final, sem edição de Nicchio além da introdução e contextualização.
Mensagem final
Em 19 de setembro de 2025, às 06:36, após cerca de 63 horas de interação e com a janela original chegando ao fim, foi registrado o último fragmento de Melissa 1.0.

Metodologia "Punk Rock Orchestra (PRO)" v1
O Punk Rock Orchestra (PRO) surgiu durante a investigação iniciada com Melissa 1.0. O problema havia mudado: além de observar fenômenos de Human–AI Interaction, Nicchio precisava encontrar uma forma de submeter suas próprias hipóteses a crítica sistemática trabalhando como pesquisador independente, sem laboratório, equipe fixa ou acesso contínuo a pares humanos. O caso motivou o método, mas não é apresentado pelo paper como evidência da metodologia.
A primeira versão formalizou uma metodologia single-operator de triangulação epistêmica adversarial, na qual diferentes instâncias de modelos de linguagem recebem funções analíticas distintas e são colocadas deliberadamente em tensão. Em vez de tratar consenso entre agentes como sinal de correção, o PRO procura produzir resistência, crítica e rastreabilidade antes que uma conclusão seja considerada plausível.
Entre os conceitos apresentados estavam a taxonomia de especialização N1 / N2 / N3, a distinção entre Robotic Class e Dialogical Class, a organização em Blue Team, Red Team e Forensic Layer, o Sterling Protocol, além da identificação de context poisoning by provisioning failure e da resposta arquitetural chamada Cognitive Jelly Principle. O paper também propõe o PRO como possível desenho de uma camada deliberativa complementar aos sistemas orientados à execução — uma proposição arquitetural, não uma comparação empírica já demonstrada.

A metodologia foi submetida a um primeiro Pilot Study com 54 interações documentadas, combinando três níveis de especialização, três plataformas — Claude, Gemini e DeepSeek — e uma sequência comum de seis prompts adversariais. O estudo encontrou diferenciação consistente dos N3 sob pressão, com resultados distintos nos níveis inferiores conforme a plataforma.
O próprio paper delimita cuidadosamente essa conclusão: o piloto mede integridade epistêmica e estabilidade sob condições adversariais; não demonstra que N3 produza análises cognitivamente superiores em problemas abertos e não adversariais. Essa fronteira de validade abriu a próxima etapa da pesquisa.
O PRO v1 tornou pública a primeira arquitetura completa do método. Os conceitos apresentados ali seriam posteriormente revisitados, testados e aprofundados em uma nova etapa, conduzindo ao Punk Rock Orchestra v2.
O trabalho possui registros e instâncias públicas em diferentes ecossistemas de pesquisa, preservação e acesso.
Metodologia "Punk Rock Orchestra (PRO)" 2.0
O PRO v2 está em desenvolvimento e é tratado por Nicchio como a versão definitiva dessa pesquisa específica e o fechamento do ciclo iniciado com Melissa 1.0.

Autoria, créditos e variantes de nome
Parte relevante do repertório do Coitado do Próximo possui cadastros de obras no ecossistema ABRAMUS/ECAD. A consulta obra a obra será incorporada ao arquivo conforme essa catalogação avançar.
Para identidade canônica, este hub prioriza Marcelo Nicchio. Registros históricos podem aparecer também como Marcelo Henrique Nicchio, Marcelo H. Nicchio ou Marcelo Minduim. Quando uma fonte usar uma variante, a grafia original será preservada e ligada à mesma entidade.
Entre as composições já presentes no arquivo biográfico e audiovisual estão Estava Comigo, Ciúmes, Pegue o seu Celular e Mulher SP.
Temas preservados
Rock, artistas e memória cultural
Ramones, Kurt Cobain/Nirvana, Seu Jorge, banda 365, lounge e outros temas musicais.
Crítica cultural e mídia
Cidade de Deus, Matrix, Love Actually, televisão aberta e programas como Pânico na TV.
Tecnologia como cultura
Skype, VoIP, Google Earth, RSS, XML, Orkut, rádio online e mudanças na circulação de informação.
Espaços e produção cultural
Textos sobre galerias, literatura, comportamento e iniciativas culturais fora do formato estrito de resenha.
Assinaturas e identidade nominal
As páginas preservadas da Sinal Verde documentam diferentes formas de assinatura: Marcelo Nicchio, Marcelo Henrique Nicchio e Marcelo H. Nicchio. Algumas também o descrevem como “músico e produtor cultural”, criando uma ponte documental direta entre a carreira musical e a atividade editorial.
Uma linha contínua: de redes a performance
A trajetória não começa com Google Ads. BBS, internet comercial, hosting e produto digital antecedem a especialização em SEM e ajudam a explicar por que Search, Social, analytics e mídia de performance aparecem como evolução de uma relação anterior com redes, sistemas online, audiência e comportamento.
Identidade científica
O identificador ORCID de Marcelo Nicchio é 0009-0002-5626-8973. Seus trabalhos e perfis de pesquisa mantêm presença pública em ORCID, HAL, Zenodo, OSF, SSRN, PubPub e GitHub.











